Ter dinheiro na conta não é o mesmo que ter lucro. Os três números que dizem se seu petshop está indo bem de verdade.
É o erro mais comum de quem toca petshop pequeno: olhar o saldo da conta e concluir que o mês foi bom. Só que naquele saldo tem dinheiro que já é do fornecedor, do aluguel que vence dia 10 e do imposto do trimestre.
Faturamento é o que entrou. Lucro é o que sobra depois que tudo saiu. As duas coisas quase nunca são parecidas.
Parece óbvio, mas quase ninguém sabe com precisão. Não é o saldo da conta: é a soma do que foi efetivamente cobrado por atendimento concluído no mês.
Se você anota banho no caderno e não registra o valor, esse número não existe. E sem ele, os outros dois também não.
É o seu custo fixo, e é o mais importante dos três. Aluguel, luz, água, internet, sistema, contador, salário. Some tudo.
Esse número tem um uso direto: divida pelo seu ticket médio e você descobre quantos atendimentos precisa fazer no mês só pra empatar. Se o custo fixo é R$ 5.000 e o ticket é R$ 60, são 84 atendimentos só pra não ter prejuízo. O de número 85 é o primeiro que começa a pagar você.
Quem sabe esse número muda de comportamento. Fica claro quando um dia parado custa dinheiro, e por que vale chamar cliente que sumiu numa terça vazia.
Faturamento menos custo fixo menos custo variável (produto, comissão, taxa de cartão). O que sobra é o lucro, e é dele que sai o seu pró-labore e a reserva.
Se você tira dinheiro do caixa sem separar pró-labore, é impossível saber se o negócio dá lucro ou se você está só se pagando com o dinheiro do aluguel do mês que vem.
Fluxo de caixa não precisa de planilha complicada. Precisa de constância:
Os três se enxergam com o mesmo dado: valor por atendimento, registrado sempre. Sem isso, gestão financeira vira adivinhação.
Agenda de banho e tosa, ficha do pet, faturamento e aviso automático de quem parou de aparecer.
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